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Certa vez, estávamos todos na grande sala e um homem desconhecido chegou. Era um homem impossível, pois nele não existia razão de ter saído de algum lugar para estar ali. Impossível, pois em seu rosto não havia nenhum resto de olhar de uma cena anterior. Também não havia nenhuma espera de um olhar futuro. Procuramos naquele homem algum indício de que se tratava realmente de um homem. Não era um homem, era uma imagem. Daquelas que não tem cheiro de gente, não tem propósito de gente, e por isso foi totalmente ignorada. Ao mesmo tempo, do outro lado da sala, um barulho estranho estalou entre as cadeiras. Era com certeza alguma coisa viva que ali estava se escondendo. Na mesma hora, todos se afastaram e se organizaram numa caçada assustada. Com certeza era um bicho grande. Astuto, o bicho, que ninguém havia visto ainda, se escondeu atrás do homem desconhecido e lá ficou imóvel. O animal também não o tinha reconhecido. De repente um estrondo fez com que todos que estavam fuçando do outro lado da sala se virassem assustados. Um homem com uma cadeira quebrada na mão e um gambá morto em sua frente, parados como numa fotografia, permanecem imóveis durante mais tempo do que o necessário para serem percebidos.