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O Nervo de Prata

1987
  • O Nervo de Prata - curta metragem de Tunga e Arthur Omar - 1987

    Filme de vinte minutos realizado com Arthur Omar, apresenta uma seqüência de imagens encadeando obras como Xifópagas Capilares, TaCape, Semeando Sereias e Ão. A câmera perambula por crânios e uma coleção de toros, ao final a mão de Tunga retira do bolso da calça um cérebro diminuto. Na primeira cena com as serpentes no cemitério, são introduzidos três sapos. A serpente engole lentamente um dos sapos.  Este sapo tem uma história que não está no filme. A ideia inicial era que se filmasse uma experiência clássica usada para observar o sistema circulatório de um ser vivo numa época quando não existia tecnologia de imagem de órgãos vivos. Para isso, utilizavam  um sapo. A experiência consistia em apanhar o sapo com as duas mãos, em seguida enfiar os dois dedões da cada mão em sua boca e com os dedos restantes pressionar o anus do sapo para dentro virando a membrana do animal pelo avesso, tal qual uma luva. O sapo, como se sabe, quando jovem tem os ossos bem flexíveis. Feito esse movimento o ânus é cutucado fazendo o sangue circular. O animal está vivo pelo avesso. Como um toro, há simultâneo dentro e fora. O experimento estava sob a supervisão de J. E. Marcault, neurologista, psicanalista e químico, especialista bastante progressista responsável por um centro de toxologia para dependentes de drogas. Tunga recorda que escolheram um dos sapos menores que depois iria servir para a cena da serpente. Perceberam logo de inicio que ele era velho demais, portanto seus ossos podiam estar quebradiços. O responsável não conseguiu executar a operação. Escrúpulos o impediram, pois sabia que mataria o sapo. Deixou esta tarefa para a serpente.

    O filme foi premiado no Fest-Rio em 1987 e exibido em Berlim no Festival de Vídeo e Cinema

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O Nervo de Prata
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